VM&L QUER CRESCER SEM PERDER A IDENTIDADE

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LEGISLAÇÃO E TRIBUTOS

Foco em atendimento pessoal para empresas estrangeiras interessadas no mercado brasileiro, principalmente com a previsão de concessões, é um diferencial do escritório fundado em 2008

VM&L quer crescer sem perder a identidade

ADVOCACIA

Ricardo Bomfim

Saindo de uma estrutura de quatro para 22 funcionários, o VM&L Sociedade de Advogados se encontra em um dilema: seguir em expansão sem perder a identidade que fez o escritório chegar onde chegou

 

“Queremos um crescimento ordenado, sem se tornar algo gigantesco. Nosso cliente não pode se sentir como apenas mais um”, afirma o sócio responsável pela área bancária (mercados financeiro e de capitais) e pela área de compliance da banca, Frederico Soares.

Segundo ele, o momento atual é ótimo para o crescimento. Isso porque ele acredita que o Brasil dá os primeiros passos para sair da crise econômica. “Queremos atuar na área de fusões e aquisições, que deve ser uma mola propulsora da retomada econômica”, avalia.

Soares projeta também que o Brasil deve se tornar novamente um país atrativo, especialmente por causa do pacote de concessões de infraestrutura do governo de Michel Temer, que traz oportunidades para estrangeiro.

Contudo, ele não acredita que isso seja motivo para abandonar o foco no atendimento pessoal às empresas. “O objetivo do escritório é que o cliente seja sempre atendido com a rapidez e o nível de detalhe buscados.”

reportagem-alexandre-2E ambas as características são necessárias, já que grande parte da carteira de clientes da banca são companhias estrangeiras. “Os casos que pegamos são muitas vezes de empresas que estão expandindo suas operações para o Brasil”, explica o sócio especializado em direito societário, Alexandre Valle. Para ele, o principal desafio que essas companhias enfrentam é cultural, uma vez que muitas não entendem o grau de burocracia do País.

“Assessoramos uma empresa de construção uma vez, que fez um extenso business plan baseado nos dados macroeconômicos que tinham, mas sem levar em conta algumas regras, como a obrigação de pagar café da manhã para os funcionários, que era uma imposição do sindicato naquele caso específico”, conta Valle.

Mas não é só de companhias estrangeiras que vive o VM&L. Soares lembra que empresas brasileiras também buscam o escritório, principalmente aquelas que desejam expandir suas operações para outros países. Nesses casos, acaba sendo um ponto a favor dos sócios a experiência com empresas internacionais.

H i s t ó r i a

Alexandre Valle conta que estava descontente com a banca internacional em que trabalhou até 2008. Para ele, havia pouco contato com os clientes, motivo por que decidiu criar o VM&L junto com os juristas Jacira Moura e Rogério Leal.

Pouco tempo depois da criação – em agosto de 2008 – Jacira deixou a banca, mas os sócios decidiram manter o “M”, do sobrenome dela. Valle garante que essa não foi uma decisão puramente estética.

Segundo ele, desde a sua constituição, o objetivo do VM&L era ter uma marca forte que fosse além da identificação dos donos. Por determinação da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), todas as empresas de advocacia precisam ter o sobrenome dos sócios no nome, mas não há qualquer impedimento ao uso de uma sigla, desde que ela contenha as iniciais dos advogados que criaram o escritório.

“Queremos que cada um dos nossos advogados se sinta parte do VM&L”, explica. Para ele, um dos principais  objetivos da banca é ajudar sua jovem equipe a crescer por meio de um ambiente prazeroso e recompensador para trabalhar.

Fonte: BOMFIM, R. VM&L quer crescer sem perder a identidade. Diário Comércio Indústria & Serviços, São Paulo, 5,6 e 7 nov. 2016, Advocacia, p. 13, Legislação e Tributos.